Os maiores riscos à saúde por trás dos cosméticos que você usa

Consumir de forma consciente também é conhecer melhor os produtos que passamos no corpo. Sabia que alguns deles podem fazer mal à sua pele?



Faz muito pouco tempo que começamos a nos preocupar, de fato, com o que passamos na pele. Foi só a partir de 2006, quando o médico Samuel Epstein percebeu que das quase 100 mil substâncias presentes em cosméticos, apenas 10 mil haviam sido testadas, que os formuladores passaram a investigar de forma mais aprofundada a toxicologia de cada substância. 

Considerando que os cosméticos fazem parte da nossa rotina, da hora que acordamos à hora que vamos dormir, e que talvez sejam as substâncias externas mais presentes no nosso corpo, estudar a toxicologia é vital.

Segurança toxicológica importa

A indústria da beleza é altamente desregulada em relação à segurança toxicológica de seus ativos e fórmulas e é pouco transparente na divulgação de suas formulações. As empresas investem milhões de dólares em pesquisa sobre a eficácia de novos ativos, mas dedicam muito pouco à investigação sobre os impactos ao meio ambiente e à saúde humana. 

Nos países da União Europeia, onde a legislação é mais rigorosa, é preciso provar que uma substância não faz mal para que ela possa ser usada. Eles têm uma lista com cerca de 1.400 substâncias proibidas e 250 produtos de uso restrito em cosméticos, que é atualizada de acordo com as últimas análises de segurança dos ingredientes. Já nos Estados Unidos, apenas 30 substâncias foram parcialmente proibidas até hoje. 

A Anvisa também tem uma lista extensa de substâncias controladas, baseada na legislação europeia. Mas com uma fiscalização pouco efetiva, parte da indústria nacional ainda não respeita essas regras.

Você faz ideia de quantas substâncias químicas coloca todos os dias na sua pele?

A verdade é que não sabemos ao que estamos expostos e, muito menos, sobre os efeitos cumulativos da exposição simultânea a vários produtos químicos. Uma mulher comum usa, em média, 12 produtos diariamente – quase 200 substâncias químicas – de acordo com um estudo de 2004 do Environmental Working Group (EWG). Quando combinados com o uso de fragrâncias, as mulheres colocam cerca de 515 produtos químicos em sua pele todos os dias.

Como esses produtos interagem entre si no corpo, após serem absorvidos pela pele, ainda é uma incógnita. Os dados dos chamados estudos de mistura, que analisam os efeitos de coquetéis químicos provavelmente encontrados no mundo real, são limitados, mas crescentes. Mesmo assim, continua sendo difícil traçar uma linha direta entre essas exposições químicas e problemas de saúde que podem ocorrer anos ou mesmo décadas depois.

Por que seguimos os padrões do EWG? 

Para garantir um padrão elevado de segurança toxicológica e ambiental, adotamos os padrões do EWG (Environmental Working Group), organização norte-americana de defesa do meio ambiente e saúde. Isto significa que adotamos uma atitude preventiva em relação às nossas formulações e ativos. 

Além dos parabenos e derivados petroquímicos, eliminamos dos nossos produtos outros 1.500 insumos ainda utilizados pela indústria que foram banidos ou seriamente questionados nos principais centros de pesquisa do mundo por serem potencialmente tóxicos para os humanos ou prejudiciais ao meio ambiente. 

         Um dos propósitos do EWG é educar e orientar a compra de cosméticos e produtos de cuidados pessoais através de um protocolo de análise de ingredientes com padrões bem superiores aos da Anvisa, no Brasil, e FDA, nos EUA. Seu banco de dados on-line, o Skin Deep, disponibiliza atualmente o perfil de mais de 150 mil produtos químicos e seus possíveis riscos à saúde, preenchendo a lacuna deixada pelo governo e indústria.

Quer eliminar da rotina as substâncias que fazem mal à sua pele? 

Então vale dar uma conferida no Skin Deep.

Tudo pronto pra começar a repensar a sua rotina de cuidados com a pele?



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